"Compreendi que a Igreja tinha um corpo, composto de diferentes membros, não lhe faltava o membro mais nobre e mais necessário. Compreendi que a Igreja tinha um coração, e que este coração ardia de amor. Compreendi que só o amor fazia os membros da Igreja agirem, que se o amor viesse a se apagar, os Apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os Mártires se recusariam a derramar seu sangue..."

Santa Teresinha do Menino Jesus

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quarta-feira, 28 de março de 2012

REUNIÃO DE INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO LIVRO DAS FUNDAÇÕES



“Agora começamos; procurai ir começando sempre de maneira cada vez melhor”
(Fundações 29,32)





DINÂMICA INICIAL 

 

 A viagem. 
Objetivo: Definir as prioridades pessoais.
Objetivo: Definir as prioridades pessoais.
Material: MALA DE PAPEL( SIMBOLOGIA)

Descrição: O coordenador pede para que cada pessoa escreva   dentro de sua mala cinco sonhos pessoais de cada um. E começa a dizer: Lembrando que esse sonhos serão nossa bagagem de uma viagem muito especial, a viagem da nossa vida, iremos para outro país, numa longa jornada.

Com nossos sonhos em mãos e saindo de casa temos nossa primeira dificuldade, nem todos os nosso sonhos cabem no carro que vai nos levar, assim temos que abandonar um. Qual deles seria?

Seguindo viagem, nosso carro quebra e temos que seguir a pé, mas devido ao peso das nossas bagagens temos que deixar outra de lado, ficando somente com três. Qual sonho foi abandonado?

Em nossa caminhada nos deparamos com um cachorro que começa a corre atrás de nós para nos atacar, e para podermos escapar de uma mordida temos que deixar outro sonho, ficando com dois sonhos. Qual sonho ficou para trás?

Após um caminho tortuoso até a entrada no outro país, encontramos uma alfândega onde somos barrados e temos que seguir somente com uma mala, qual sonho deixamos?
 

Qual o nosso maior sonho que nunca abandonamos?

Para o plenário:

O carro cheio representa a nossa família e ou amigos que nos fazem desistir de alguns sonhos. O peso das malas representa o tempo no qual tentamos realizar esse sonho que pelo cansaço desistimos.
 

O cachorro tem conotação de perseguição, assim como Jesus disse que seus discípulos seriam perseguidos, isso é uma purificação e finalmente a alfândega que significa a nossa determinação em sermos discípulos missionários e assim vamos cumprir nossa MISSÃO a qual fomos destinados por DEUS.

PARTILHA:

O QUE ME RESTOU, QUE EU REALMENTE NÃO PUDE DESCARTAR?

Qual hora foi mais difícil para abandonar um sonho?


O que me motiva durante as dificuldades?

Que retribuição devo esperar se seguir corretamente todos os meus passos nesta viagem?

qual a retribuição que Deus deu para mim?



INTRODUÇÃO AO LIVRO DAS FUNDAÇÕES DE SANTA TERESA DE JESUS
         


FUNDAÇÕES é uma das “maiores” obras de Teresa de Jesus, ainda que não tenha o peso doutrinal de Vida, Moradas e Caminho. É uma das obras narrativas “mais deliciosas” da literatura espanhola. Escrito pela Santa no último decênio de sua vida, que, por sua vez é o mais ativo. Santa Teresa não tinha tempo de sobra. Temos a sensação que estas páginas foram escritas em “momentos perdidos”, em condições que não permitiram uma leitura posterior ou uma re-elaboração do escrito.

         Por isso, com alguma freqüência, seu manuscrito surpreende com frases repetidas, com palavras que são interrompida ao final de uma página e não se completam na retomada da mesma, com períodos não concluídos, e com outras anomalias curiosas que se podem constatar sem grande esforço. Mas é aí que se radica um dos mistérios de sua beleza. È o livro mais natural, menos elaborado, o mais espontâneo e acessível do escritos “maiores” de Santa Teresa.

         Sua narração graciosa nos coloca diante de uma mulher culta do século XVI, que narra suas andanças, como se falasse diretamente de suas filhas, em uma linguagem coloquial, cheia de dores reprimidas, de sorrisos contidos, de sátira social da mais pura estirpe, de confissões de fé e louvores ao Senhor. Tudo unido a uma profunda penetração psicológica no conhecimento das pessoas e uma confiança inquebrantável em Deus.

         Neste livro está contido a proeza pessoal da Santa com a história de suas correrias, fundando 16 conventos em um tempo recorde, e superando as mais variadas dificuldades com que, segundo a narração, o demônio queria obstruir sua realização. Sob este tema vem à luz mil dados e alusões que agradam a uma aparente crônica e deixa transluzir não só o ambiente de uma ordem religiosa em dinâmica reforma, de um capítulo da história da Igreja, senão a sensibilidade espiritual e social da Espanha em seu melhor momento.

         Mas, sobretudo, como a autora é uma mulher de fé profunda, e disposta a ler uma história da mais peso, mais real, sustentadora e definitiva, que a que discorre por fora, nos permite assomarmos  a essa outra história, na qual os acontecimentos e vicissitudes de seus caminhos alcançam todo sentido, pois o que se propõe é “ Queira a Sua Majestade, dar-me a graça de descrever, para glória Sua, os favores concedidos a esta ordem nessas fundações... para que Nosso Senhor seja louvado... (F. Prólogo 3).


Uma a uma as FUNDAÇÕES:
1.        -SÃO JOSÉ ,          Vida 36-
2.        -Medina del Campo, c. 3.
3.        - Malagón, c. 9.
4.        - Valladolid, c.10... .
5.        - Duruelo (descalzos), cc. 13.14.
6.        - Toledo, c. 15-16.
7.        - Conventos de Pastrana, 17.
8.        - Salamanca, c. 18 19.
9.        - Alba de Tormes, c. 20.
10.     - Segovia, c. 21.
11.     - Beas, c. 22.
12.     - Sevilla, c. 23-26.
13.     - Caravaca, c. 27.
14.     - Villanueva dela Jara, c. 28.
15.     - Palencia, c. 29.
16.     - Soria, c. 30.
17.     -- Burgos, c. 31.


APRESENTAMOS UM SLIDE DESTE SITE ABAIXO, PREPARADO POR TOMAZ ÁVAREZ.

http://teresadejesus.carmelitas.pt/index/index.php

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

sobre as fundações de santa teresa


Santa Teresa de Jesus, e suas Fundações

 Foi escrito aqui anteriormente sobre sua obra escrita, mas Teresa não se resumiu a isso; você sabia que ela dirigiu a fundação de 17 mosteiros femininos entre os anos de 1562 e 1582 e ainda colaborou pelo menos em 2 fundações de mosteiros masculinos??? Imagine você, a pessoa que está lendo esse blog, se propondo a passar 20 anos de sua vida... fundando mosteiros!!! E pense em todo o trabalho que dava para cada uma dessas fundações: levantar fundos, contratar pedreiros para a reforma das casas, as viagens de uma cidade para outra feitas de carroça em estradas perigosas, conseguir bons confessores para as monjas, arrecadar boas vocações, conseguir autorizações, as perseguições, etc...

Será que ela fazia tudo isso por si mesmo, por vaidade? Claro que não! A Santa Madre sabia que, pelas graças que Deus dava a ela, ela tinha um tesouro a ser repartido. E por isso, não deveria ficar sem fazer nada, ainda mais uma alma "inquieta e andarilha" como a de Teresa: "O tempo fazia crescer em mim o desejo de contribuir para o bem de alguma alma; eu muitas vezes sentia-me como quem tem um grande tesouro guardado e deseja dá-lo para que todos gozem, mas tem as mãos atadas para não poder distribuí-lo. Eu tinha a impressão de estar com as mãos atadas dessa maneira, porque eram tantas as graças recebidas naqueles anos que me pareciam mal empregadas apenas em mim. Eu servia ao Senhor com minhas pobres orações e procurava que as irmãs fizessem o mesmo e valorizassem muito o bem das almas e o progresso de Sua Igreja. Quem com elas se relacionava saía edificado. E nisso se embebiam os meus grandes desejos." [Livro das Fundações. 1, 6]


É impossível narrar aqui em um espaço tão pequeno todas as fundações teresianas. Somente podemos falar que elas foram feitas com muitas dificuldades, mas com muita oração e determinação não somente por parte da Madre Fundadora, mas por todas aquelas monjas que participaram daqueles feitos. Santa Teresa fundou mosteiros por toda a Espanha: em Ávila (1562), Medina del Campo (1567), Malagón, Valladolid (1568), Toledo, Pastrana (1569), Salamanca (1570), Alba de Tormes (1571), Segóvia (1574), Beas, Sevilla (1575), Caravaca (1576), Villanueva de la Jara, Palencia (1580), Soria (1581), Granada e Burgos (1582). Algo que sempre marcava as fundações de Santa Teresa de Jesus: a presença do Santíssimo Sacramento em primeiro lugar. A casa só estaria realmente edificada quando o Santíssimo estivesse no altar.

Dos 4 grandes livros que essa Santa escreveu, o "Livro das Fundações" é o que talvez menos conheçamos. É um livro onde a Santa Madre escolheu tratar do que acontecia com ela e com suas irmãs em suas fundações em tom de aventura e de narrativa bem contada. Nesse caso, o mais legal é descobrir no livro as peripécias pelas quais passou, as dificuldades e até as anedotas, sempre recheadas do humor teresiano. É uma boa dica de leitura para quem quer conhecer mais dessa grande personagem que foi Santa Teresa e o quanto ela deixou de herança para o Carmelo e para a Igreja.


Santa Teresa de Jesus,
nossa Madre Fundadora!
Que caminhemos sempre nas estradas reais
rumo ao Pai e que construamos sempre nossas casas sobre a rocha,
segundo o conselho de Jesus Cristo,
guiados pelo Espírito Santo, Amém.


Abraços a todos! :D

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

 


O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo


Um sinal da vida humana
Vivemos num mundo feito de realidades materiais cheias de simbolismo: a luz, o fogo, a água... Na vida de cada dia existem experiências de relações entre os seres humanos que exprimem e simbolizam coisas mais profundas como partilhar a comida (sinal de amizade), participar de uma manifestação de massa (sinal de solidariedade), celebrar junto de uma festa nacional (sinal de identidade).
Temos necessidade de sinais ou símbolos que nos ajudem a compreender e a viver os fatos mais conscientes daquilo que somos como pessoas e como grupos.
Um sinal da vida cristã
Jesus é o grande dom e o sinal do amor do Pai. Ele estabeleceu a igreja como sinal e instrumento do seu amor. Na vida cristã também existem sinais. Jesus os utilizou: o pão, o vinho, a água, para nos fazer compreender realidades superiores que não vemos e não tocamos. Na celebração da Eucaristia e demais sacramentos (batismo, confirmação, reconciliação, matrimônio, ordem sacerdotal, unção dos enfermos), os símbolos (água, óleo, imposição das mãos, alianças), exprimem o seu significado e introduzem-nos numa comunicação com Deus, presente através deles. Além dos sinais litúrgicos, existem na igreja outros ligados a um acontecimento, a uma tradição, a uma pessoa. Um deles é o Escapulário do Carmelo.
Um sinal mariano
Um dos sinais da tradição da Igreja, há sete séculos, é o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo.
É um sinal aprovado pela igreja e aceite pela Ordem do Carmo como manifestação extrema de amor a Maria, de confiança filial nela e do compromisso de imitar a sua vida. A palavra "Escapulário" indica uma vestimenta que os monges usavam sobre o hábito religioso durante o trabalho manual. Com o tempo assumiu um significado simbólico: o de carregar a cruz de cada dia, como os discípulos e seguidores de Jesus. Em algumas Ordens religiosas, como no Carmo, o Escapulário tornou-se um sinal da sua identidade e vida. O Escapulário simbolizou o vínculo especial dos carmelitas com Maria a Mãe do Senhor, que exprime a confiança na sua materna proteção e o desejo de imitar a sua vida de doação a Cristo e aos outros. Transformou-se assim num sinal mariano.
Das Ordens Religiosas ao Povo de Deus
Na idade média, muitos cristãos queriam associar-se às Ordens religiosas fundadas naquele tempo: franciscanos, dominicanos, agostinianos, carmelitas. Surgiram grupos de leigos associados a eles, por meio das confraternidades.
Todas as Ordens religiosas desejavam dar aos leigos um sinal de afiliação e participação do próprio espírito e do próprio apostolado. Este sinal era constituído de uma parte do hábito: a capa, o cordão, o Escapulário.
Entre os carmelitas estabeleceu-se o Escapulário como o sinal de afiliação à Ordem e expressão da sua espiritualidade.
Os grandes privilégios do Escapulário
No dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock suplicava a Nossa Senhora ajuda para resolver um problema da Ordem Carmelitana, da qual era o Prior Geral.
Enquanto ele rezava, a Virgem apareceu- lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras: "Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre".
A Igreja assumiu o Escapulário e fez dele uma das devoções mais difundidas entre o povo de Deus.
Em nossa época de superstições, não é supérfluo esclarecer que o Escapulário está longe de ser um sinal "mágico" de salvação. Não é uma espécie de amuleto cujo uso nos dispensa das exigências da vida cristã. Não basta, portanto, carregá-lo ao pescoço e dizer: "Estou salvo!" É verdade que Nossa Senhora não pôs condição alguma ao fazer sua promessa. Simplesmente afirma: "Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno".
Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, é preciso usar o Escapulário com reta intenção.
Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que ela se arrependa e receba os sacramentos. E nisto a misericórdia da Mãe de Deus se mostra verdadeiramente insondável! Alguns exemplos atestam de modo eloqüente esta verdade.
Viajando de automóvel em companhia de um bispo, o autor deste artigo viu uma mulher entrar distraída na rodovia e ser esmagada por uma enorme carreta cujo motorista não teve tempo de frear. O bispo mandou parar o automóvel, desceu apressadamente, deu a absolvição sacramental e ministrou a unção dos enfermos à mulher agonizante.
Depois comentou comovido: "Ela estava com o Escapulário do Carmo. Certamente foi Nossa Senhora quem providenciou que um bispo estivesse passando por aqui, justo neste momento!" Um caso diferente - narrado por Dom Marcos Barbosa na obra "O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo" - se passou na Inglaterra. Na hora da morte, um cavaleiro conhecido por sua grande impiedade, em vez de pedir a Deus perdão de seus pecados, blasfemava dizendo: "Quero o inferno e o diabo!" Os presentes, horrorizados, chamaram São Simão Stock, o qual tomou o Escapulário e estendeu- o sobre o blasfemador.Imediatamente este se arrependeu e pediu os sacramentos.
Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que portarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado "privilégio sabatino". Para se beneficiar dele é preciso manter a castidade segundo o próprio estado, recitar o Pequeno Ofício da Imaculada ou rezar um terço todos os dias.
E mais: cada vez que o devoto beijar o Escapulário com piedade, fazendo um pedido à Santíssima Virgem, recebe uma indulgência parcial, isto é, a remissão de uma parte das penas que devia cumprir no Purgatório.
Quem usa o Escapulário pode beneficiar-se também de indulgência plenária (remissão de todas as penas do Purgatório) no dia em que o recebe, na festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho; de Santo Elias, 20 de julho; Santa Terezinha, 1º de outubro; dos santos carmelitas, 14 de novembro; São João da Cruz, 14 de dezembro; São Simão Stock, 16 de maio.
O valor e o significado do Escapulário
O Escapulário funda as suas raízes na tradição da Ordem, que o interpretou como sinal da protecção materna de Maria. Contém em si mesmo, a partir desta experiência plurissecular, um significado espiritual aprovado pela igreja: representa o compromisso de seguir Jesus como Maria, o modelo perfeito de todos os discípulos de Cristo. Este compromisso tem a sua origem no batismo que nos transforma em filhos de Deus.
Por ele a Virgem Maria nos ensina a:
  • viver abertos a Deus e à sua vontade, manifestada nos acontecimentos da vida;
  • escutar a palavra de Deus na Bíblia e na vida, a crer nela e a pôr em prática as suas exigências;
  • orar em todo momento descobrindo Deus presente em todas as circunstâncias;
  • viver próximos aos nossos Irmãos na necessidade e a solidarizar-se com eles.
  • introduz na fraternidade do Carmelo, comunidade de religiosos e religiosas, presentes na igreja há mais de oito séculos, e compromete a viver o ideal desta família religiosa: a amizade íntima com Deus através da oração.
  • põe-nos diante do exemplo das santas e dos santos com os quais estabeleceu uma relação familiar de Irmãos e irmãs.
O Escapulário compromete com uma vida autêntica de cristãos que se conformam às exigências evangélicas, recebem os sacramentos, professam uma especial devoção a Nossa Senhora.
Quem o pode receber?
Todos os Católicos que o peçam, o podem receber, imposto por um Sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças batizadas, mesmo inconscientes e os doentes destituídos dos sentidos, pois, parte-se do princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.
É ótimo o costume de o por logo no dia do Batismo.
Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir das graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa Pio X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, ema vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha dum lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima, etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.
Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substitui-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.
Sua Santidade Pio X concedeu que os militares em campanha possam impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma vez benzidos pelo Sacerdote, e que tendo acabado a sua missão, continuem a usufruir de todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem o terem de receber de novo.
Normas práticas
O Escapulário é imposto só uma vez por um sacerdote ou uma pessoa autorizada
Pode ser substituído por uma medalha que represente de uma parte a imagem do Sagrado Coração de Jesus e da outra, a Santíssima Virgem
O Escapulário compromete com uma vida autêntica de cristãos que se conformam às exigências evangélicas, recebem os sacramentos, professam uma especial devoção à Santíssima Virgem, expressa ao menos com a recitação diária de três Ave Marias.
Fórmula breve para a imposição do Escapulário
Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.
(Asperge o Escapulário com água benta)
IMPOSIÇÃO:
- Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. - Amém.
(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)
- Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.
- Amém.
O Escapulário não é:
  • Um sinal de proteção mágica, um amuleto;
  • Uma garantia automática de salvação;
  • Uma dispensa de viver as exigências da vida cristã.
Mas é um sinal:
Aprovado pela igreja há sete séculos;
Que representa o compromisso de seguir Jesus como Maria:
  • abertos a Deus e à sua vontade;
  • guiados pela fé, pela esperança e pelo amor;
  • próximos dos necessitados;
  • orando em todos os momentos e descobrindo Deus presente em todas as circunstâncias;
  • que introduz na família do Carmelo;
  • que alimenta a esperança do encontro com Deus na vida eterna pela proteção de Maria e sua intercessão.
Os santos e o escapulário
Alguns Santos da Igreja usavam o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vejamos, pois alguns:
- São Simão Stock, que teve a dita de receber o Escapulário das mãos da Rainha do Céu, no mesmo dia o tocou no corpo de um moribundo impenitente, obtendo o primeiro milagre do Escapulário com a imediata conversão do doente.
- São João da Cruz, ao perguntar muitas vezes ao frade que o assistia em sua última doença, que dia da semana era, explicou: “ Pergunto porque me veio agora à memória quão grande benefício é o que faz Nossa Senhora aos religiosos de sua Ordem que portaram seu hábito e fizeram o que esse privilégio pede”. Realmente faleceu na alvorada de um sábado, 14 de dezembro de 1591.
- Santa Teresa de Jesus com freqüência se gloriava de portar o escapulário “ como indigna Carmelita”. E zelava para que suas religiosas não deixassem de dormir com ele posto. Dirigindo-se a elas, escrevia: “Só posso confiar na misericórdia do Senhor... e nos merecimentos de Seu Filho e da Virgem Maria Santíssima, Sua Mãe, cujo hábito indignamente trago e vós trazeis”.
- Santo Afonso Maria de Ligório não só usava o Escapulário, mas o recomendava insistentemente aos fiéis. O Escapulário com o qual foi enterrado permaneceu incorrupto no sepulcro, e é hoje venerado num relicário em Marianella, sua cidade natal.
- São Pedro Claver serviu-se incessantemente do Escapulário do Carmo em seu apostolado com os negros na Colômbia. Conserva-se uma pintura representando-o no leito de morte, com um crucifixo em uma das mãos e o Escapulário sobre o peito; em volta à sua cama, muitos negros com o Escapulário ao pescoço, beijando os pés e as mãos do missionário.
- São João Bosco recebeu-o na infância e o difundiu durante toda a vida. Enterrado em 1888 com o Escapulário, em 1929 foi encontrado o mesmo em perfeito estado de conservação, sob as vestes apodrecidas e os mortais mumificados desse grande apóstolo e incomparável educador da juventude.
- São Boaventura dizia: “Desafoguem o peito diante da Virgem do Carmo os pecadores mais empedernidos: revistam-se do seu Santo Escapulário e Ela os conduzirá ao porto da conversão. Honrem-na com o uso do Escapulário e demais obrigações ou obséquios da Confraria.
"No sinal do Escapulário se evidencia uma síntese eficaz de espiritualidade mariana que alimenta a devoção dos crentes, fazendo-lhes sensíveis à presença amorosa da Virgem Maria em suas vidas. O Escapulário é essencialmente um “hábito”. Quem o recebe é agregado ou associado em um grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmelo, dedicada ao serviço da Virgem para o bem de toda a Igreja. Quem veste o Escapulário é, portanto, introduzido na terra do Carmelo, para que “coma de seus frutos e bens” (cf.Jr 2,7), e experimenta a presença doce e materna de Maria, no compromisso cotidiano de revestir-se interiormente de Jesus Cristo e de manifestá-lo vivo em si para o bem da Igreja e de toda a humanidade." (Papa João Paulo II)

RETIRADO DO SITE : http://www.carmelo.com.br/default.asp?pag=p000200